Pode parecer que eu ainda o amo.
Mas não.
Acho que nunca amei na verdade...
Era só aquela curiosodade, sabe.
Bem, vim aqui só dizer isso.
sexta-feira, 23 de setembro de 2011
sábado, 3 de setembro de 2011
agora sou eu.
Bem, achei que eu precisava voltar.
Voltei por um motivo só meu... agora esse blog é sobre eu falando de você.
Sobre Tomas W.
Quero esclarecer que não entrei mais no e-mail dele. Além de estar abandonado por um tempo (apenas e-mails de promoção do Submarino, Casas Bahia, Catho, ...) e não conter nenhuma informação da onde ele estava, achei que era muita invasão. Ainda mais pra mim, que não costumo praticar esse tipo de atividade. Vocês não me conhecem então preciso dizer que eu não tenho curiosidade alguma na vida das outras pessoas.
Prefiro ficar, então, imaginando o que pode estar acontecendo com ele agora.
Sei que era difícil ser ele... vocês conseguem imaginar? Na verdade ele era escroto... e parece que vai ficar até a morte brigando com o mundo, no mesmo lugar, sem ceder às infelicidades da vida... a vida, que é tão maior que nós. Eu sabia que com ele eu não poderia ter nenhum tipo de relacionamento saudável. O que teriamos era uma namorada tensa e preocupada e um namorado confuso e preguiçoso.
Desculpa, não consigo.
Ele não foi pra Bolívia... talvez esse possa ser o destino final, mas até chegar lá ele vai penar em cada esquina, se perguntando e sofrendo porque nada foi como ele havia pensado. Ele pode se perder na Floresta Amazônica e achar que é ali o lugar que ele sempre deveria ter estado... claro, ele anda tão desarmado que ninguém vai querer destruí-lo. Tão desarmado e descrente que não precisará explicar a filosofia do povoado que vivia, será melhor aprender tudo novo e deixar esquecido através de longos anos quem ele realmente é. Se as mudanças eram demais pra suportar, então é mais inteligente deixar tudo de lado e abraçar algo que é totalmente diferente de tudo que ele acreditava.
Mal sabe ele que... vamos deixar ele fazer o que quiser.
Ou então ele não enfrente isso como uma fuga. Nem como uma busca. Mas como uma diversão, apenas como uma experiência de vida da vida que tem pressa de conhecer tudo sem se preocupar com o que está construindo. Sem se dar conta que existe sim uma pessoa que vive e que mora dentro do corpo dele... e que essa pessoa não tem fome de experiências apressadas, mas de vivências condizentes com o fio de vida emaranhada dentro deles.
Na maior parte do tempo eu encaro o Tomas assim. Parece que ele briga com ele a vida toda, ele não entra em acordo... não se conhece... não está disposto a conhecer... quer ser uma pessoa que ele não é... Na minha cabeça é justamente o contrário: a gente passa a vida toda tentando entender quem é essa pessoa que vive dentro da gente, não apenas ficar brigando. A partir dai a gente vai se moldando: destruindo ilusões, manias e conceitos para que assim viva de verdade. O Tomas pula essa parte de se conhecer.
Tomas está querendo ir pra Bolívia.
Por que diabos ele escolheu Bolívia?
No meio do caminho ele vai descobrir que o destino dele é a Vila Mariana.
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